terça-feira, 30 de junho de 2009

Lei da Oferta e da Procura


A chamada Lei da Oferta e da Procura se fixou em nossa mente como algo ligado ao mundo dos negócios, ao comercio e ao dinheiro.
No entanto, a Lei da Oferta e da Procura está presente em tudo na natureza, para o bem e para o mal.
Quando mudamos para esta casa que o Caminho da Graça aluga para vivermos em Brasília, aqui havia apenas um gramadão, com duas mangueiras, um abacateiro, uma goiabeira, e muitas Bougainvilleas. Algumas já bem antigas, e, por isto, florescendo pouco, já fracas.
Mas não havia quase pássaros ou borboletas, embora eu visse que no aqui no Planalto Central há uma variedade imensa e interessante de pássaros.
Então decidimos começar a trair as aves e borboletas.
Primeiro as flores. Depois água. E, ainda, comida para atrair mais rapidamente.
Eles vieram. Bem devagar. Depois aos bandos. Isto aqui virou um aeroporto de New York de passarinhos...
Com eles vieram ratos...
Então, com muita tristeza, parei de dar comida e, assim, diminuímos os ratos, os quais agora não resistem a doses periódicas de um pó assassino...
Os pássaros oportunistas se foram com a ausência da comida farta e gratuita...
Outros, entretanto, ficaram; e ficaram aos montes...
Entre eles muitos sabiás... De vários tipos... O mais belo de todos é o “Laranjeira”... Os Bem-ti-vis também são em grande quantidade. Mas tem de tudo um pouco... Alguns mínimos e outros grandes, como um “alma de gato” que pousa diariamente aqui... Enorme!
E por que eles ficaram?
Pela água, que é abundante em um lugar seco como este. Isto em razão dos três laguinhos que construímos aqui, bem pequenos, porém suficientes para gerar a oferta como atrativo para a procura.
Também pelos peixes dos lagos. Os Bem-ti-vi amam tentar pescar algum peixe, e, frequentemente, o conseguem...
Além disso, quando está muito seco eu faço as árvores do jardim choverem... Instalei uns sprinklers no topo das árvores, e, assim, quando está seco demais, vou lá e chovo; então os pássaros voam todos, aos montes, e celebram como o fazem quando, em dias muitos secos e depois de longos períodos, caem as primeiras chuvas.
É uma maravilha para a alma!...
Mas se não houvesse a oferta não haveria a procura!
Portanto, tudo depende do que se oferece.
Ofereça o que pássaros gostam e pássaros aparecerão.
Ofereça o que abutres gostam e abutres aparecerão.
E mais:
Rato também gosta do que pássaro gosta.
Por isto, às vezes, a gente tem que ver o que pode ‘segurar’ o que se deseja sem ‘atrair’ demais o que não se quer.
Por vezes a sabedoria manda regular a oferta...
Mas quando se encontra o equilíbrio, cria-se um sistema de vida com auto-sustentabilidade, e, assim, basta que se mantenha a coerência, pois, a vida ganhará automaticidade e harmonia.
É simples assim...
A árvore corresponde à semente...
Do mesmo modo é pela oferta que se atrai ou não o que se queira ou não...
Portanto, veja se o que lhe procura na vida não vem em razão do que você oferece como alimento para a existência todos os dias!...
Quem oferece carniça não pode se queixar de urubus.
Assim, não se queixe do mundo. Apenas reveja a sua oferta à vida.
O que você oferece à vida?
De que são feitos os seus pensamentos?
Quais os materiais que sua existência fornece aos outros?
Sim, o que procede de você como oferta à vida?
Neste mundo os faros sempre acham o que amam comer...
Assim, antes de tudo, pergunte-se:
Por que será que eu só atraio o que depois tenho que mandar embora?
Não atraio eu quase que somente aquilo que ofereço como alimento à existência?
É claro que sim!
Nosso jardim comprova essa Lei da Existência!


Vinho Novo em Odres Novos!


Pr Driko

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Servir: Privilégio de Poucos"

É natural ao coração humano a busca de conforto, status, poder e tudo quanto vem agregado a estas realidades. Tiago, João e sua mãe foram até Jesus solicitar tais privilégios na consumação do reino de Deus. Jesus não disse nem que sim, nem que não, mas aproveitou para reforçar que o reino de Deus é reino de servos e, portanto, os servos são os verdadeiros governantes do mundo. No reino de Deus, o privilégio e o ônus de governar não é das “pessoas importantes”, mas dos servos, até porque, governar é servir. No reino de Deus, a maneira de governar não é exercendo domínio sobre os governados, mas servindo os governados, até porque, governar é servir. Na lógica do reino de Deus, o oposto também é verdadeiro: servir é governar. Para servir é necessário sair da zona de conforto, isto é, fazer o indesejado, dedicar tempo para tarefas pouco atraentes, assumir responsabilidades desprezadas pela maioria, fazer “o trabalho sujo”, enfim fazer o que ninguém gosta de fazer. Para servir é necessário vencer o orgulho, isto é, se dispor a ser tratado como escravo, ter os direitos negligenciados, ser desprestigiado, sofrer injustiças, conviver com quase nenhum reconhecimento, enfim, não se deixar diminuir pela maneira como as pessoas tratam os que consideram em posição inferior. Para servir é necessário abrir mão dos próprios interesses, isto é, pensar no outro em primeiro lugar, ocupar-se mais em dar do que em receber, calar primeiro, perdoar sempre, sempre pedir perdão, enfim, fazer o possível para que os outros sejam beneficiados ainda que ás custas de prejuízos e danos pessoais. Não é por menos que em qualquer sociedade humana existem mais clientes do que servos. Servir não é privilégio de muitos. Servir é para gente grande. Servir é para gente que conhece a si mesma, e está segura de sua identidade, a tal ponto que nada nem ninguém o diminui. Servir é para gente que conhece o coração das gentes, de tal maneira que nada nem ninguém causa decepção suficiente para que o serviço seja abandonado. Servir é para quem conhece o amor, de tal maneira que desconhece preço elevado demais para que possa continuar servindo. Servir é para quem conhece o fim a que se pode chegar servindo e amando, de tal maneira que não é motivado pelo reconhecimento, a gratidão ou a recompensa, mas pelo próprio privilégio de servir. Servir é para gente parecida com Jesus. Servir é para muito pouca gente. A comunidade cristã – a Igreja, pode e deve ser vista, portanto, como uma escola de servos. Uma escola onde aprendemos que somos portadores do dna de Deus, dignidade que ninguém nos pode tirar. Uma escola onde aprendemos que, por mais desfigurado que esteja, todo ser humano carrega a imagem de Deus. Uma escola onde aprendemos a amar, e descobrimos que, se “não existe amor sem dor”, jamais se ama em vão. Uma escola onde aprendemos que “mais bem aventurada coisa é dar do que receber”. Servir é mesmo privilégio de poucos. De minha parte, preferiria ser servido. Mas aí teria de abrir de mão do reino de Deus. Teria de abrir mão de desfrutar do melhor de mim mesmo. Teria de abrir mão de você. Definitivamente, me custaria muito caro. Nesse caso, continuo na escola.

"Alegria pela felicidade dos outros"

"Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos"(Gálatas 6:10)"

Auntie, você está colocando algumas de suas rosaspreferidas muito longe, no fundo do quintal!" "Sim", Auntieconcordou, "e eu vou pôr também alguns gerânios, cravos e outras flores adoráveis que florescerão lá fora, durante todo o verão. Eu sei que elas parecem estar fora de visão,mas existe uma mulher que se senta e costura dia após dia, semana após semana, sem cessar, junto à janela daquela casa sombria, do outro lado de nosso quintal e eu estou preparando aquele canto para ela.

"Nós estamos sempre preocupados com nosso bem estar. Cuidamos de nossa casa, de nossas roupas, de nossa alimentação, e de tudo o mais que nos proporcione uma qualidade de vida melhor. E agimos acertadamente quando assim procedemos. Mas, além dos cuidados com nossos interesses, o que estamos fazendo em relação às outras pessoas? Temos pensado como alguns que dizem: "Cada um que cuide desi mesmo" ou entendemos que, como cristãos, filhos do Deus vivo, também devemos nos preocupar e ser solidários com o nosso próximo? O Senhor Jesus nos ensinou que toda a Lei de Deus se resume em "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos". Contentamo-nos apenas com a primeira parte desta palavra ou compreendemos que a segunda parte tem o mesmo valor? Alegramo-nos apenas com as nossas próprias bênçãos ou o nosso coração também se regozija com a felicidade dos que nos rodeiam?Se cada um de nós começar a tentar, de alguma forma, semear alegria no coração dos amigos, o mundo será muito mais agradável de viver. Haverá menos sombras, menos rancor,menos solidão, menos tristeza. Cada canto de rua ou de quintal estará florido de amizade, de camaradagem, desolidariedade, de atitudes generosas que se assemelharão ao jardim no fundo da casa de Auntie. As vidas experimentarão menos amargura, menos decepção, menos frustração. Os lábios sorrirão mais e entoarão belas canções. À noite haverá menos insônia e mais sonhos de gratidão a Deus.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O chamado - Pr Naor


08.06.2009
O Chamado

A maioria dos pastores, quando foram chamados por Deus para o ministério, eram jovens. E sobre esse propósito é que temos trabalhado. Há um chamado claro e específico para nós. Uma geração de líderes e pastores está sendo gerada. Na Videira, por exemplo, nós temos duas turmas de seminaristas da turma especial, desta, a esmagadora maioria dos alunos é formada por jovens. Isso é um sinal do valor deste trabalho. Trabalhamos com a formação de pastores, e quando nós olhamos como Deus está chamando tanta gente, eu fico pensando aonde Deus quer nos levar? Onde nós estamos sendo projetados sem saber, sem imaginar?

Entendendo isso, a primeira coisa que precisamos saber é que há um trabalhar de Deus em cada geração. Quando eu olho esse tanto de gente sendo chamado por Deus, posso concluir que há algo muito maior que Deus tem preparado para a próxima geração. Certamente teremos milhares de igrejas. E nós estamos começando nos times de base, e fornecemos para a próxima geração um batalhão de homens de Deus.Quando Deus quer fazer algo, nos dá uma palavra específica. Eu creio que Deus está trabalhando na nossa época para estabelecer um tempo de grandes igrejas, de centenas de milhares de pastores. Eu ando com o pastor Aluízio Silva desde quando me converti, há dezesseis anos atrás, e eu me lembro de ouvir o pastor Aluízio falar de um sonho que tinha de uma escola para treinar mil líderes. Hoje, temos mais de três mil alunos. Isso mostra que temos uma vocação ministerial. Da nossa localidade, Deus está trabalhando para uma nação inteira. Dentro de 20 ou 30 anos a nossa oportunidade poderá estar se esgotando. Nós precisamos ter pró-atividade, clamor e grandeza em, pois somos um instrumento de inspiração e chamado para esses milhares de pastores que tem surgido.

Quando a rede oficialmente começou em na Videira, em 2001, nós éramos 350 jovens, hoje temos quase 6 mil jovens e mais de 800 células. Eu penso que até meados do ano que vem, teremos alcançado quase 10 mil jovens, tudo isso em apenas seis anos. Eu considero que há algo claro por trás disso, não foi por acaso. A lavoura não cresce sem uma ação do lavrador. Nós trabalhamos com jovens porque Deus nos deu clareza a respeito do que ele está movendo nesta parte da igreja que se chama “jovem”. Quando nós definimos que iríamos trabalhar com a rede de jovens, e o pastor Aluízio Silva me removeu de uma função importante da igreja - eu trabalhava com várias células - para trabalhar numa obra que estava começando, ele demonstrou visão, até porque, ele mesmo trabalhou com jovens durante sete anos. Mas eu me lembro que quando isso deveria acontecer, a primeira coisa que fiz foi orar e jejuar para saber porque Deus queria isso e qual era o projeto de Deus. Eu queria trabalhar porque eu sabia que havia algo da parte de Deus para isso. Então Deus falou comigo que estaria trabalhando para gerar uma geração de pastores em grande quantidade e esse é o nosso foco. Nós precisamos ter nossos olhos abertos a respeito do todo da obra de Deus. Eu penso que o Espírito de Deus está nos chamando para ver que há uma obra maior, mais ampla, mais completa, que passa por todas as idades. Temos que entender que Deus é um Deus de gerações, Ele é o Deus de Abraão, de Isaque e Jacó. Deus morreu por todos e uma obra séria e absoluta precisa obrigatoriamente passar por todos aqueles pelos quais Jesus morreu, independente da idade. Precisa ser uma obra completa. Nós somos chamados para trabalhar pela igreja, e não deve haver nenhuma rede mais importante do que a outra. Nós somos uma obra só, cada etapa é importante. Por exemplo, temos um pastor chamado Marcos Nogueira e ele é o pastor mais novo da Videira hoje, tem 23 anos. Ele lidera célula desde quando chegou aqui. E eu acompanhei a célula dele de adolescente pela primeira vez que ele liderou. Hoje, ele é um pastor. O pastor Roberto tem quase mil membros, isso porque nós já podamos ele três vezes, ele poderia ter quase 2 mil jovens. Do pastor Roberto saíram o Daminelli, o Radamés e o Erick, que são pastores. E ele, que é até meu primo de sangue, era um rapaz perdido, usava LSD. Lembro-me que a mãe dele pediu para falar com um pastor, ele topou, mas só não queria falar comigo, pois éramos primos. Mas, quando veio à igreja, só eu estava lá, o convidei para ir ao encontro, ele converteu e no batismo do Espírito Santo Deus falou comigo que ele seria pastor. Acho que isso tem a ver também com o nosso chamado, em vários lugares quando vou pregar, Deus me mostra muitos irmãos que serão pastores. É uma experiência rica, porque eu tenho de impor as mãos, e eu choro tanto. Sinto que Deus vai marcando eles. O pastor Roberto cresceu, se tornou um líder, se tornou um grande líder de células, de uma única célula ele multiplicou em nove. Ele se tornou um grande discipulador, entrou em teste e hoje é um pastor. Eu só abri portas para que ele pudesse entrar, na verdade, ele é muito mais frutífero do que eu fui. Nunca multipliquei uma célula em quatro. Tudo bem que eu multipliquei célula, mas quase fechei também. Olhando lá para aquele jovenzinho, ninguém dava nada. O pastor Aluízio e o pastor Marcelo eram jovens quando se tornaram pastores, e eles sofreram. O pastor de jovens era um lobo solitário, ninguém respeitava e ninguém honrava. O pastor Aluízio e o pastor Marcelo só pregavam em velórios e em festas de crianças, e quando muito, em um casamento.

Naquela ocasião os pastores jovens tiveram que forçar a barra, pois havia muita resistência, agora é outro tempo. Não dá mais para trabalhar com jovens de maneira passiva. Há um trabalhar de Deus para milhares de igrejas e não podemos ter pastores passivos, precisamos de desafio. Precisamos abrir portas para eles passaram. Eles são violentos no mundo espiritual. Eu penso que é tempo de nós abrirmos a oportunidade para aqueles que estão vindo. Como é que Deus começa o Novo Testamento com um texto que ninguém lê? Como é que Deus começa o Novo Testamento com aquela parte que você pula? Deus está querendo deixar claro uma coisa: “Eu estou trabalhando com gerações!” Lá em Abraão comecei e venho, até hoje, produzindo gerações, porque vai chegar uma que precisa estar conectada na outra para dizer: “Ele voltou!”. Vamos ser honestos irmãos, você sabe disso e esse é o espírito que temos de manter. O Espírito do jovem com a sabedoria do adulto. A coragem, a valentia do jovem, ele não tem vergonha, possui um senso revolucionário, o desejo de mudar o mundo.Nossas atitudes práticas têm de manifestar isso, se você não compreende isso e não investe nisso, eu tenho de falar, Deus está se movendo e você está fora desse mover.

Quando Nínive foi ser conquistada, Deus chamou Jonas, um jovem, e deu uma palavra a Ele. Se você ler lá em Jonas, vai perceber que havia uma palavra específica de Deus para Nínive. Existe, em cada geração, uma crise instalada e Deus sabe qual é o ponto central. Ele tem uma palavra de sabedoria para aquele tempo. Qual é a palavra de Deus para sua cidade? Está clara e específica? Nós temos falado para os jovens: “vocês precisam entender o que é ser santo. Ter uma vida exclusiva e separada para Deus”. Por causa disso as pessoas nos acusam, pastores vão nas televisões dizendo que estamos colocando fardo sobre os jovens e que Deus iria pesar a mão sobre nós. Jovem não é burro não. Ele está numa fase na vida que é a fase de definir. Definir qual o curso vão fazer, com quem vão se casar, a quem vão servir e pelo que eles vão morrer. Por isso eu acredito muito, que nessa fase de crises é a fase que Deus chama e define futuros. Eu digo que o meu chamado é ajudar a Deus a destruir futuros particulares. Quantos anos tinha Samuel, Davi, Jonas, Jeremias, Gideão? Quantos jovens na Bíblia Deus não chamou? Deus não mudou e continua chamando jovens para se levantarem no poder e no Espírito de Elias. Nós temos de ter o coração e o desejo de abrir espaço. Todo mundo sabe que para conquistar uma nação, precisamos trabalhar em função da conquista da próxima geração. A irmã Daphne Kirk comenta isso a respeito da Rússia, os comunistas primeiro frearam a distribuição de Bíblias par pessoas abaixo de 25 anos. Eles mataram, 75 anos depois, as gerações que viriam. Está claro! Sistemas políticos sabem disso. Sabe de uma coisa irmão? Em cada país dessa terra existem células onde homens visionários estão derramando suas vidas por crianças e jovens, eles entendem a importância de ganharem os jovens antes e posteriormente ganharem as nações. Eles não são professores, mas estão discipulando jovens, são chamados de AL Kaeda, estão formando terroristas jovens. Os jovens dizem assim: “estou pronto para morrer como herói na terra e viver como príncipe no céu.” E isso é um levante do diabo para confrontar o levante de Deus. Nós estamos treinando jovens para morrer também, mas para morrer pra si. Morrer por uma causa que vale a pena. Precisamos treinar esse exército que vai dar sua vida.
“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.”(Ml 4.5,6)
Quem morre de briga, tiro, confusão, é tudo jovem. Estão matando uma geração de profetas, mas o Elias se levantou para dizer: não, não vão matar mais!Também temos de nos levantar como João batista, para preparar o caminho dizendo que Ele Vem. Eles anunciarão e serão precursores para esse retorno. Precisamos de gente assim. Em Êxodo vemos também a postura de Moisés. O Faraó queria que fossem embora apenas os velhos, mas queria que os jovens ficassem, mas Moisés disse que só iria quando liberasse todo o povo. Nós vamos levar todas as gerações contidas dentro da igreja, vai todo mundo servir a Deus. Não podemos dar valor para pessoas apenas por causa do dízimo que dão na igreja.
Naor Pedroza

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Discipulado: uma questão de tempo?


Quando penso em discipulado vêm em minha mente algumas imagens, como duas pessoas caminhando juntas por uma rua, conversando sobre suas vidas e sobre a influência de Jesus nelas. Ou penso numa amizade sólida e transparente, aonde se pode abrir o coração sem medo ou receio da reação que partirá da outra pessoa. Penso também em alguém que possui dons e talentos e decide caminhar e gastar tempo com quem ainda não descobriu ou está descobrindo os dons que tem. Penso num relacionamento de crescimento mútuo onde dá-se e é dado, onde cuida-se e é cuidado, onde cura-se e encontra cura também; onde se compartilha orações e sonhos, vendo a vida com Deus crescer diariamente.Pensar em discipulado dessa maneira me faz acreditar e sonhar com ele. Me faz desejar ardentemente ser discipulado e também discipular. Me faz ter convicção de que esse é um autêntico projeto divino para nossas vidas e ministérios. No entanto, é quase impossível não achar que isso tudo é o "ideal" e que não costuma ser o "real" em nosso cotidiano tão atarefado e confuso; e como uma nuvenzinha de algodão que é perfurada, eu volto à indesejada realidade e pego a agenda para ver qual "meia hora" eu tenho disponível para crescer ou ajudar alguém a crescer. Me desculpe se te desanimei mas é bem por aí, não é? No entanto, quem disse que não vivemos pelo ideal? E quem disse que não é nossa missão transformar o "ideal" em "real" nas nossas vidas? Onde podemos encontrar o problema para nossa demasiada atenção ao "real" em detrimento do "ideal"?Acredito que não temos tempo para o discipulado porque somos ensinados no mundo atual a valorizar o espaço e a matéria, enquanto o tempo é apenas literalmente usado para correr atrás delas. Abraham Joshua Heschel diz que "Ganhar o controle do mundo e do espaço é certamente uma de nossas tarefas. O perigo começa quando, para ganhar poder no reino do espaço, pagamos com a perda de todas as aspirações no reino do tempo. Há um reino do tempo em que a meta não é ter, mas ser; não possuir, mas dar, não controlar, mas partilhar, não submeter, mas estar de acordo". O uso do nosso tempo também revela os desejos do nosso coração e em quais reinos investimos durante o nosso cotidiano.
Estou cada dia mais convicta de que o discipulado, e praticamente tudo que fazemos no Reino de Deus, é uma questão de prioridade e não necessariamente de tempo, pois normalmente sempre o temos para aquilo que nos é importante. Precisamos saber se é necessário (no mais literal sentido) trabalhar tanto; se é realmente inegociável estudar tanto, se é tão importante ficar mais rico ou colecionar tantos títulos. Precisamos descobrir quais os verdadeiros motivos da nossa correria e repensá-la à luz das palavras do Senhor Jesus: Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.33).


Vinho Novo em Odres Novos!

Pra Rê