terça-feira, 28 de junho de 2011

O Segredo de Maria de Betânia

Quando fazemos o melhor para Deus?
Maria descobriu este segredo. Não é uma questão material; muito ou pouco, não é tamanho ou largura...é “profundidade”!

No evangelho de João 12 encontramos Maria em ação. Esta Maria não é Madalena, é irmã de Lázaro.

Maria numa atitude de desprendimento material, social, emocional... pega um vaso de ungüento e unge os pés de Jesus e enxuga-os com seus cabelos.
Para muitos, uma atitude desequilibrada, louca, sem sentido! Já que o unguento era de grande valor material e custava ao equivalente 300 dias de trabalho.
Em média recebemos mensalmente e se fizermos os cálculos daria mais ou menos 10 meses de salário.

Enquanto “nós avaliamos” o valor das cifras do perfume, o que não foi diferente dos que ali estavam a contar também com os discípulos, em particular citado por João, o próprio traidor Judas; Jesus avalia o valor daquela atitude: 300 dias de luta, 300 dias economizando, 300 dias de sonhos... e tudo derramado aos seus pés.

Um vaso quebrado e um perfume caro derramado mexem com o bolso e pensamento dos homens; uma vida quebrantada e um ser contrito movem o coração de Deus!


Eis então o resultado de tamanha grandeza de atitude: Críticas de muitos que embora dizem andar com Jesus, não alcançaram tal grandeza. Estão alheios a esse relacionamento de intimidade e comunhão com Deus, não entende tais atitudes.

O evangelho de Marcos 14:4 e 6 nos deixa claro que alguns que estavam presente se indignaram, e Jesus a defende: “Deixai-a, para que a molestai?” Acho que eles queriam tirar Maria dos pés de Jesus, por estar fazendo o melhor para Deus - mas não conseguiram!

E esta não foi a primeira e única vez que ela é quase arrancada de Seus pés.
Como se não bastassem os discípulos, ela também teve que resistir a sua irmã Marta

“E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Lc.10:39-40.
E pra finalizar podemos encontrá-la novamente e agora num grande momento de dor e perda de seus irmão; porém em mesma atitude.
"Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés...". Jo.11:32

Respondendo a pergunta inicial; o segredo é este: *Quando fazemos aos seus pés.

" A CULPA"

Um vento frio soprou no Eden. Ele era frio pela primeira vez e Adão e Eva sentiram-se arrepiados. Aquilo incrementou a estranha sensação que lhes estava devorando por dentro e que eles interpretaram como vindo do fato de estarem nus. Naquele momento, logo após pecarem, inaugurou-se um dos sentimentos mais universais da raça humana: o buraco no peito cavado pela culpa.

A culpa pode ser muito eficiente para manter pessoas na linha, mas tem desgraçado a vida de milhões e milhões de pessoas ao longo dos séculos. Eu não me admiraria se no Céu ficássemos sabendo que a culpa está na gênese das doenças que mais mataram pessoas ao longo da História. A culpa inviabiliza a felicidade e só por isso não pode ser um sentimento de que Deus gosta. Não o Deus que ama perdidamente e que salta das páginas de minha Bíblia. Deus odeia a culpa.

Para erradicá-la, haveria duas formas básicas de lidar com ela. A primeira seria diminuir o tamanho do erro. Dizer que ninguém é perfeito mesmo, que ninguém é de ferro, que o pecado não é tão terrível. Essa é a forma como a maioria das pessoas lida com a culpa, mas definitivamente não foi esse o caminho escolhido por Deus. Ele escolheu o perdão. Ele assegurou o perdão. Ele encarnou e Se deixou matar para garantir que a sua e a minha culpas sejam anuladas pelo sofrimento que Ele próprio sofreu.

Mas Ele também sabe que temos dificuldades sérias para aceitar isso. Por isso Ele inventou a confissão dos pecados.

A confissão é uma atitude de nominar nossos atos ou pensamentos pecaminosos. Obviamente, para ser eficaz ela não pode ser um ritual oco, uma coisa que você faz e pronto. Tem que haver sinceridade nisso. Tem que ver auto-analise, tristeza profunda por haver errado e determinação para não tornar a fazer.

A primeira pessoa a quem devemos confessar os pecados é Deus, claro. "Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (I Timóteo 2:5). Nosso perdão não depende de uma outra pessoa qualquer além de Jesus Cristo conhecer o pecado e ouvir nossa confissão. Mas Deus sabe que temos dificuldades em crer nisso, por isso também nos orientou: "Confessai... os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados" (Tiago 5:16).

Quem não é católico tem dificuldades com essa idéia de confessar os pecados a outras pessoas, mas está lá na Bíblia. A ideia de que nosso único mediador e sacerdote é Jesus não exclui a dica para termos momentos de confissão com outras pessoas. A intenção é tornar o perdão palpável, visível.

A rigor, qualquer membro do corpo de Cristo estaria apto a ouvir uma confissão, mas a verdade é que devemos escolher bem nosso confessor. Como diz Foster, é um fato da vida que nem todos teriam o grau de empatia para ouvir, nem todos saberiam guardar o que ouviram como confidência, nem todos teriam maturidade para ouvir o que temos a dizer. Devemos orar pedindo que Deus nos indique a pessoa certa. Pode ser um pastor ou uma outra pessoa que dê mostras de levar uma vida fervorosa, com maturidade espiritual e sabedoria.

Foster diz que, impressionado por essa mensagem, resolveu, em oração, fazer uma lista de pecados que demandam confissão, desde sua infância, passando pela adolescência, juventude e fase adulta. Foi difícil ler aquela lista para o amigo que ele escolheu como confessor, mas ao final, engolindo seco, estava para devolver a lista para sua pasta quando o amigo o interrompeu, tomou o papel e o partiu em pedacinhos minúsculos jogando tudo na lixeira em seguida. Ele diz que não houve nenhum sentimento arrebatador, mas aquele gesto tornou o perdão uma certeza para ele.

Deus quer Seus filhos curados. Não deveríamos rejeitar nenhum dos remédios que Ele nos disponibilizou para isso.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O MATADOR DA ALMA

O MATADOR DA ALMA



"Porque o salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23)

O pecado faz com uma vida o que a poda faz com uma flor. Um corte no caule separa a flor da fonte de vida. Inicialmente, a flor é atrativa, ainda forte e colorida. Mas olhe para ela depois de algum tempo; as folhas murcharão e as pétalas despencarão.

Não importa o que você faça, a flor não tornará a viver. Cerque-a de água. Finque o talo no solo. Purifique o solo à sua volta com
fertilizante. Cole-a de novo no caule. Faça o que quiser. A flor está morta... Uma alma morta não tem vida.

Cortada de Deus, a alma seca e morre. A conseqüência do pecado não é um mau dia, nem um mau humor, mas uma alma morta. O sinal de uma alma morta é claro: lábios envenenados e boca blasfema, pés que se encaminham para a violência, e olhos que não vêem a Deus. A obra
final do pecado é matar a alma.

“...A carne é fraca! Mas desde quando o pecado é vitamina?...”