quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Compreendendo a Raiva

Compreendendo a Raiva

Quando estamos zangados, nosso corpo responde com defesa ou com ataque, nossos pensamentos com freqüência, estão cheios de planos de retaliação, ou de vingança ou se concentram no quão “injustamente” fomos tratados. Como todos os estados de humor, a raiva é acompanhada de alterações no pensamento, comportamento e funcionamento físico. A emoção da raiva pode variar da irritação à fúria; o quanto ficamos enraivecidos em determinada situação (ambiente social) é influenciado por nossa interpretação do significado do acontecimento. Existe uma variação individual muito grande do tipo de evento que provoca a raiva, uma pessoa pode ficar zangada se tiver que esperar em uma fila e num outro momento, ouvir calmamente críticas quanto a seu desempenho profissional. Uma outra pessoa pode perfeitamente estar satisfeita em esperar em uma fila e em outro momento atacar qualquer um que aponte as suas falhas no trabalho.

A raiva está relacionada à percepção de dano e prejuízo e à crença de que regras individuais importantes foram violadas. Ficamos com raiva se acreditamos que fomos tratados injustamente, magoados desnecessariamente ou impedidos de obter algo que esperávamos alcançar. Não é simplesmente a mágoa ou o prejuízo que nos faz ficar com raiva, mas a violação de regras e expectativas. Imaginemos um homem que perdeu o emprego. Ele sente raiva? Depende. Se ele perde o emprego e considera isso uma decisão justa (talvez porque ele tenha violado alguma regra da empresa ou esta tenha falido), provavelmente não sentirá raiva. Entretanto, se o homem pensar que esta demissão foi injusta (talvez outros tenham violado as regras e não tenham sido despedidos), então ele provavelmente ficará com muita raiva.

A probabilidade de sentir raiva em reposta a um dano não-intencional está relacionada a seu julgamento quanto ao “bom senso” de cada individuo. Por exemplo: em um ônibus superlotado, nós ignoramos quando alguém pisa em nosso pé mais facilmente do que quando o ônibus está praticamente vazio.

Há mais chance da raiva surgir em relacionamentos íntimos, a ligação entre a raiva e a intimidade pode ser melhor compreendida ao reconhecermos que todos nós temos múltiplas expectativas de nossas amizades, relacionamentos amorosos, colegas de trabalho e assim por diante. Quanto mais íntima for nossa relação com alguém, mais provavelmente temos expectativas em relação à pessoa. Para complicar, raramente contamos às pessoas nossas expectativas, ou mesmo estamos cientes delas, até que tenham sido quebradas. Então ficamos magoados, desapontados e, com freqüência, com raiva, daí como resolvemos este impasse ? É importante salientar que aprendemos muito em nossas relações pessoais durante a vida, então, dar um tempo para a raiva amenizar, aproximar-se da pessoa ou pessoas envolvidas na situação desconfortável, e promover a comunicação assertiva é muito satisfatória. Como ? Primeiro elogie a pessoa ou pessoas envolvidas, evidenciando suas qualidades, em segundo, exponha seu ponto de vista sobre a situação passada e em terceiro, sugira ou solicite sugestões para que a situação não ocorra novamente, exercitar a comunicação assertiva sempre, favorece a boa convivência com as pessoas próximas.  E o fundamental: PERDÔE SEMPRE!!!!

Pense Nisso!!!

 

"O dia mais perfeito da sua vida é aquele em que você faz algo para alguém impossível de ser retribuído". 

Regiane de Favari

God always is praised.

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